PROGRAMAÇÃO SEMANA FASHION REVOLUTION 2026
Local: Espaço Conceito BB – CCBB RJ
22/04, quarta-feira
Mestre de Cerimônia: Claudia Schiessl – Pioneira e ativista pela moda consciente
Abertura institucional – “Bem-vindos à Semana Fashion Revolution Rio de Janeiro 2026”
Data: 22/04, quarta-feira
Horário: 16h00 – 16h10
Camila Filardi – Representante local do movimento Fashion Revolution; gestora de projetos socioambientais e artista têxtil
Fala com dinâmica sensorial – “Além do olhar: processos do sentir”
Data: 22/04, quarta-feira
Horário: 16h00 – 17h00
Caue de Camargo – Professor de artes
Marina de Assis – Professora de artes
Descrição: O encontro propõe uma apresentação do projeto Ateliê Vida, desenvolvido no âmbito do Núcleo de Atendimento e Pesquisa em Educação Inclusiva e Arte (NEART), destacando suas práticas, percursos e a potência do fazer artístico como espaço de criação, troca e construção coletiva. Inserido no Departamento de Estudos, Pesquisas Médicas e de Reabilitação (DMR) do Instituto Benjamin Constant, o projeto é voltado a pessoas cegas e com baixa visão e será abordado a partir de suas múltiplas linguagens e experiências.
Além da fala, o público será convidado a participar de uma breve vivência sensorial, que propõe deslocar o olhar para outras formas de percepção, estimulando o contato com materiais, texturas e processos. A atividade busca criar um momento de escuta, presença e experimentação, aproximando os participantes das dimensões sensíveis que atravessam o fazer artístico no Ateliê Vida.
Roda de Conversa – “Roda de Fuxico: Identidade e território”
Data: 22/04, quarta-feira
Horário: 17h00 – 18h30
Ana Claudia – ex-catadora, artista têxtil, empreendedora social, palestrante e multiplicadora do Sistema B
Flávia Fontes – artista têxtil e Multiplicadora do segmento artesão
Cristina Santana – designer, artesã, artista plástica e oficineira.
Descrição: Conduzida pelo coletivo Mãos de Carolina, de Duque de Caxias, a Roda de Fuxico é um encontro que articula prática artesanal e escuta. As convidadas integrantes do coletivo compartilham saberes, memórias e vivências ligadas ao território a partir da técnica do fuxico. Ao público, são disponibilizados kits para experimentar a prática durante a atividade. A ação conecta saberes ancestrais, sustentabilidade e geração de renda, evidenciando a moda como prática de valorização do território e transformação social.
O Sistema B é um movimento internacional que reúne e reconhece empresas comprometidas com impacto social e ambiental positivo, além do lucro. Ele conecta empreendedores, organizações e pessoas que acreditam que os negócios podem ser uma força para o bem comum.
Espaço de Convivência: “Encontros e articulações”
Data: 22/04, quarta-feira
Horário: 18h30 – 19h00
Local: LAB – Espaço Conceito BB
Mediação dos Voluntários do Núcleo Fashion Revolution Rio de Janeiro – membros oficiais do núcleo local.
Descrição: Na abertura da Semana Fashion Revolution Rio de Janeiro 2026, este momento propõe uma pausa ativa dedicada à convivência e à articulação entre participantes, convidados e público. Em um ambiente pensado para o encontro, a ação cria condições para trocas mais próximas, construção de conexões e desdobramentos a partir das experiências compartilhadas ao longo da programação. Mais do que um momento informal, trata-se de uma ativação intencional, que reconhece a importância do tempo, da escuta e da presença para fortalecer vínculos e gerar desdobramentos.
23/04, quinta-feira
Mestre de Cerimônia: Dani Sant’Anna – Consultora de imagem e criadora de conteúdo
Fala – “Moda na cidade: articulações, políticas e futuros possíveis”
Data: 23/04, quinta-feira
Horário: 16h00 – 16h30
Amanda Mendonça – Secretária executiva do Conselho de Moda da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Descrição: Na conversa, Amanda Mendonça apresenta um panorama das ações, diretrizes e articulações que vêm estruturando a agenda de moda na cidade. A partir de eventos, iniciativas institucionais e estratégias públicas, a fala aborda o papel do poder público no fortalecimento do setor e na construção de uma moda conectada ao território, à cultura e ao desenvolvimento local.
Roda de Conversa – “A ancestralidade na prática: O Ecossistema Ẹwà Poranga”
Data: 23/04, quinta-feira
Horário: 16h30 – 17h30
Ana Vidal – Diretora de Relações Institucionais da Ẹwà Poranga
Julia Vidal – Fundadora e Diretora Executiva da Ẹwà Poranga
Giselly Horta – Diretora de comunicação da Ẹwà Poranga
Júlia Otomorinhori’õ – Professora e curadora dos mestres indígenas da Ẹwà Poranga
Descrição: Nesta mesa, a Ẹwà Poranga se apresenta como um caso prático de como fortalecer ecossistemas de moda. A partir de sua atuação integrada — que conecta educação, consultoria e trabalho direto com comunidades tradicionais — as convidadas compartilham como esse modelo é construído e operado na prática, articulando saberes ancestrais afro e indígenas do Sul Global com o mercado contemporâneo. Ao evidenciar essa trajetória, as convidadas mostram como é possível fortalecer ecossistemas de moda que vão além da lógica produtivista, promovendo conexões mais éticas, plurais e sustentáveis entre sociedade civil, mercado e territórios originários.
Debate – “Modos circulares”
Data: 23/04, quinta-feira
Horário: 17h30 – 18h00
Valéria Aliprandi – Empreendedora no universo do reuso
Mariana Novaes – Gerente de marketing
Descrição: A conversa coloca em diálogo duas formas distintas de circular a moda: o brechó com curadoria, que seleciona e ressignifica peças a partir de um olhar específico, e um aplicativo de troca que propõe a renovação do guarda-roupa sem a necessidade de compra. A partir dessas experiências, o encontro explora diferentes relações com valor, acesso e circulação, evidenciando como histórias, escolhas e tecnologias reconfiguram os caminhos da moda contemporânea.
Fala seguida de debate com o público – “A Engenharia da Inclusão: Da Maré para a Construção de uma Moda Democrática”
Data: 23/04, quinta-feira
Horário: 18h00 – 19h00
Márcio Matias – Estilista e estrategista social
Descrição: A partir de sua atuação na Maré, Márcio Matias apresenta a construção prática de escolas de moda em territórios de favela, onde o ensino técnico se adapta à realidade sem abrir mão do rigor. A fala expõe uma metodologia que articula formação, permanência e geração de renda, evidenciando resultados concretos na vida de mulheres que transformam sua relação com o trabalho, a autonomia e o futuro.
24/04, sexta-feira
Mestre de Cerimônia: Malli Patrocínio – Jornalista e comunicadora
Roda de Conversa: “Vida e consumo”
Data: 24/04, sexta-feira
Horário: 16h – 17h
Ana Rodrigues – Fotógrafa
André Carvalhal – Escritor, consultor e orientador de projetos em marketing, diversidade & inclusão e sustentabilidade.
Salma Soria – Escritora, poeta e pesquisadora
Descrição: Na economia da atenção, o imediato funciona como uma moeda de troca valiosa. Nesse ciclo, que atravessa também o consumo, sobra alguma saída? A conversa vai refletir sobre tempo, valor e as possibilidades de construir escolhas mais conscientes e alinhadas com o essencial. A partir de diferentes trajetórias, entre moda circular, sustentabilidade, pensamento crítico e escrita, o encontro tensiona os modos de consumir e existir na contemporaneidade.
Roda de Conversa: “Moda como linguagem: narrativas, imagem e poder”
Data: 24/04, sexta-feira
Horário: 17h00 – 18h30
Manoela Castro Ramos – Jornalista
Luana de Sá – Figurinista
Carla Lemos / Carlinha – Criadora de conteúdo
Descrição: A moda não se limita ao vestir. Ela comunica, constrói sentido e disputa narrativas. Nesta roda de conversa, três profissionais que atuam em diferentes frentes da comunicação e criação refletem sobre como a moda opera como linguagem no contemporâneo.
A partir do jornalismo, do audiovisual e da criação de conteúdo, Manoela Castro Ramos, Luana de Sá e Carla Lemos compartilham experiências que atravessam a construção de imagem, a produção de discurso e a relação entre estética, subjetividade e sociedade. Entre branding, figurino, mídia e pensamento crítico, o encontro tensiona o papel da moda na formação de imaginários, na construção de identidade e nas transformações culturais.
Performance: “Darwin Pus W”
Data: 24/04, sexta-feira
Horário: 18h30 – 19h00
Rosane de Souza – Atriz e artesã
Roberto Kleber – Ator, artista plástico e educador
Renato Kiamby – Ator e ativista
Descrição: Criada pelo Grupo R, coletivo surgido a partir de encontros no Sesc nos anos 1980, a performance investiga as relações entre consumo, descarte e seus impactos no meio ambiente. A partir de uma pesquisa sobre o ciclo das roupas no mundo contemporâneo, a obra articula desejo, acúmulo e descarte como dimensões de um mesmo sistema. Em cena, os personagens Nistra, Filoi e People conduzem uma narrativa de linguagem poética que tensiona as relações sociais mediadas pelo consumo, instaurando um campo de conflito e reflexão. Entre o sonho de consumo e as consequências invisibilizadas, a performance propõe ao público um deslocamento crítico sobre os modos de produzir, consumir e descartar na atualidade.
Acompanhamento musical: Eduardo Reis Baptista, responsável pela percussão ao vivo, utilizando surdo, chocalho e pandeiro.
Grupo R (Rosane de Souza, Roberto Kleber e Renato Kiamby)
Coletivo formado por três artistas com trajetória conjunta desde 1985, quando integraram a Oficina de Teatro do SESC. Após a criação do grupo Baba de Moça e a reabertura do Teatro Zaquias Jorge, passaram a desenvolver projetos autorais. Atualmente atuam como Grupo R, investigando roupas, comportamento e consumo por meio da arte.
25/04, sábado
Mestre de Cerimônia: Juan Ramos – Ativista de moda sustentável
Oficina colaborativa- “Produção da Bandeira Coletiva de Retalhos”
Data: 25/04, sábado
Horário: 16h00 – 18h30
Flavia Nunes – Artista Têxtil
Matheus Passos – Artista Plástico
Claudia Schiessl – Pioneira e ativista pela moda consciente
Diana Arbex – Designer de moda e arquiteta
Descrição: A oficina propõe a criação de uma bandeira coletiva a partir de retalhos, ativando o fazer manual como espaço de encontro. Conduzida por Claudia Schiessl, com a técnica Shakiro, Matheus Passos, com pintura, e Flavia Nunes, com bordado, a atividade reúne diferentes práticas em um processo aberto e colaborativo. Mediação e costura ao vivo dos retalhos da bandeira por Diana Arbex.
As técnicas se cruzam na construção de uma grande bandeira de retalhos únicos e personalizados, onde cada participante contribui com gestos, tempos e narrativas.
“Quiz da Moda”
Data: 25/04, sábado
Horário: 18h30 – 19h00
Aline Lee – Estilista e gestora de comunidade
Dani Sant’Anna – Consultora de imagem e criadora de conteúdo
Descrição: O Quiz da Moda é uma experiência participativa que transforma perguntas em movimento. Conduzido por Aline Lee, estilista, gestora de comunidades na Commu e voluntária do Fashion Revolution Rio, o encontro propõe uma forma ativa e coletiva de pensar a moda. A partir de temas ligados à moda e à sustentabilidade, o público é convidado a se posicionar no espaço, respondendo com o corpo e construindo coletivamente um panorama de percepções, conhecimento e descobertas. Entre acertos, dúvidas e surpresas, a atividade ativa a escuta, o encontro e a troca, criando conexões entre pessoas e ampliando o olhar sobre o sistema da moda de forma leve, dinâmica e acessível.
26/04, domingo
Mestre de Cerimônia: Caroline Loureiro – Artista visual e produtora
Fala – “Antes da Passarela: quem pode ser visto na história da moda?”
Data: 26/04, domingo
Horário: 16h00 – 16h30
Carol Lardoza – Historiadora da Moda UFRJ
Descrição: Antes de um desfile começar, já existe uma história sendo contada no corpo sentado na máquina de costura. No sonho da mensagem representada em forma.
As questões que os holofotes revelam são inúmeras: quem pode ocupar a passarela, quais
corpos são legitimados e quais narrativas ganham visibilidade?
Por isso, nesta fala de abertura, a pesquisadora e criadora de conteúdo Carol Lardoza propõe um olhar histórico e social sobre os desfiles de moda, com foco no Rio de Janeiro, analisando como esses eventos refletem disputas de classe, raça e território. Mais do que apresentar coleções, desfiles constroem imaginários.
E entender isso é também entender hierarquias construídas e novas formas de romper com
padrões para pensar futuros viáveis para a moda autoral carioca.
Entrevista – “Ao vivo com os designers”
Data: 26/04, domingo
Horário: 16h30 – 17h30
Pedro Fróes – Comunicador de Moda consciente
Descrição: Entrevista ao vivo com designers do desfile, conduzida por Pedro Fróes, que aproxima o público dos processos criativos e bastidores da moda.
Roda de Conversa – “Desfile como território: visibilidade, mercado e disputa de narrativas”
Data: 26/04, domingo
Horário: 17h30 – 18h30
Malli Patrocínio – Jornalista e comunicadora
Larissa Toblu – Fundadora da marca e feira TOBLU
Gisele Caldas – Estilista e criadora da TA Studios
Iassonara Fulni-ô – Advogada, empresária e ativista indígena.
Descrição: O desfile é pensado, muitas vezes, como um espaço único e homogêneo. Esta conversa propõe expandir esse entendimento a partir de diferentes escalas e contextos, do micro ao institucional, revelando como essa prática também pode ser ferramenta de acesso, geração de renda e transformação cultural. Ao reunir experiências que atravessam feiras independentes, trajetórias consolidadas na moda e iniciativas que reposicionam corpos historicamente invisibilizados, o encontro discute o desfile como linguagem, estratégia e campo de disputa. Mais do que apresentar roupas, trata-se de questionar quem ocupa esse espaço, quais narrativas ganham visibilidade e quais futuros estão sendo construídos a partir dele.
“Desfile Revolucionário: Raiz e Futuro”
Data: 26/04, domingo
Horário: 18h30 – 19h00
Designers de roupas: Camila Loren, Xodó Rio (Wallace Rodrigues), Betto Gomes, Josiane Marques, Natan Guerra, Romaniffy e Coletivo de Arte Têxtil Suburbano (Matheus Passos e Fernanda Ventapane)
Designers de jóias: Patty B. Ecojóias. e Ateliê Anna Oliv
Modelos do Indígena Fashion Week Brasil: Edilson Kanindé, Edson Tupinaé, Iara Alcântara, Julia Guarani, Florismar Souza, Thiellen Moraes, Diego Fuentes, Lúdika, Rayuni Unum, Lucas Kariri, Winona Evelyn, Lian Gaia, Nicolle Fernandes e Alexsandra Guajajara.
Descrição: O Desfile Revolucionário: Raiz e Futuro é um desfile-manifesto que entende a moda como espaço de disputa, memória e criação de novos caminhos. Reúne designers, artistas e criadores do território do Rio de Janeiro, vindos de contextos historicamente sub-representados.
Não se trata apenas de apresentar roupas, mas de tensionar estruturas e abrir outras narrativas possíveis, a partir de saberes, culturas e práticas que já existem e resistem. São criações autorais que carregam histórias, atravessamentos e visões de mundo, onde ancestralidade e futuro caminham juntos.
Os looks são apresentados por modelos indígenas, em parceria com o Indígena Fashion Week Brasil, fortalecendo a presença dos povos originários na moda e a construção de espaços mais diversos e representativos na moda.